Sábado, 28 de Julho de 2001

A Pérola do meu sonho

Acordo nos braços da aurora.

No meu corpo

O calor e o perfume.

Uma ninfa me envolve.

Ao longe, o sussurro,

Das ondas revoltas,

Trazidas por ventos e marés,

Dissolvendo-se em véus de espuma,

Sobre a areia macia.

Aqui, bem perto,

O meu horizonte se alarga,

O meu sonho se esboça.

A ninfa do meu sonho,

Esbelta sobre as ondas,

Cabelos de oiro, ao sabor do vento,

Lábios de prata, reflectindo o azul.

O seu corpo se espraia

Sobre a minha barca.

E os meus remos deslizam,

Sobre as ondas palpitantes.

Iço as velas, que enfunadas,

Pelos ventos da paixão,

Nos transportam ao infinito.

A ninfa desce

Sobre o  meu peito arfante.

Remos soltos ao destino,

Deixo-me levar sobre as ondas.

O céu é mesmo ali.

A ninfa abre o seu corpo,

E, dentro dela,

Um raio de luz,

A Pérola do  meu sonho.

 

AS

publicado por lamire às 02:56
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Sexta-feira, 27 de Julho de 2001

O Povo das minhas Serras

O povo da minha memória

Se entrelaça no meu destino

Com ele faço a história,

Que me agarra desde menino.

 

Das amarras me desprendo

Dum  passado limitado,

Pouco a pouco vou crescendo,

Ao sabor deste meu fado.

 

Sou do povo, sou da serra,

Entre as pedras aprendi.

Minha alma tudo encerra,

Nela guardo o que vivi.

 

Pensamento é ilusão,

O viver, realidade.

Pelas serras de Ansião,

Me entrego em Liberdade.

 

Ai,

Serras de Ansião,

Ds pedras da minha vida!

Em ti

Minha alma está contida

És tu,

O meu nome de guerra.

é teu

O povo da minha terra.

eu sei,

o muito que te devo,

é por ti,

a paixão pelo  que escrevo.

AS

(comemoração do 13º aniversário do Jornal “Serras de Ansião)

publicado por lamire às 03:02
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2001

À DESCOBERTA

 

O princípio é sempre amargo.

Pouco a pouco se dissolve

A seiva do desconhecido.

Pouco a pouco se descobre

Que o inconsciente

Ainda está vivo.

Aproximo a esperança,

Abro o leque

Do sentimento abafado.

Espraio o desejo,

Ensaio um sorriso,

E por fim, um beijo.

Aperto as minhas

Nas tuas mãos calorosas

Num doce e eterno

Esvoaçar de fantasia.

Debruço os meus

Nos teus olhos de encanto,

E os teus lábios

Se rasgam num sorriso.

E os meus nos teus

Partimos à descoberta,

Sentindo que o amor

Está bem perto.

AS

publicado por lamire às 13:27
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